A noite tinha tudo pra ser bela
Regada à aquarela
Tinha desde de histórias boas de ouvir
Até comédias para viver
Pórem, a terrivel sombra
Torna a bater
Mais uma vez, vejo
Escuridão chegando até mim
eu mais perto do fim.
Pego meu lápis
Rabisco retratos
E vejo o breu
Que senta ao meu lado
Escuto um som agudo
No fundo do meu âmago
São os destroços
E o sol, raiando.
Todos os gritos da alma transformo em poemas porque todos os poemas são gritos de mim.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Resquícios de Mulher
Olho a lama negra
Tantas pedras e rastros
Meus pés, areia:
Vida em hiatos
Já fui uma pobre criança
Fui altiva mulher
Cantei muito samba
Já tive samba no pé
Deixei o som me levar
Propagada pelo vento
Arrasto-me no vazio
Banhada por lamentos
Memórias, guardei no fundo
Pois lá é mais seguro
Escondidas, bandidas
Ficam no obscuro.
Cinquenta e tantos anos
Muitos amores, engano
Destas várias faces que construi
Lembranças, a se diluir.
*Poema feito em dupla com a Claudia Iris
inspirados por uma foto feita por Eli Macuxi.
Tantas pedras e rastros
Meus pés, areia:
Vida em hiatos
Já fui uma pobre criança
Fui altiva mulher
Cantei muito samba
Já tive samba no pé
Deixei o som me levar
Propagada pelo vento
Arrasto-me no vazio
Banhada por lamentos
Memórias, guardei no fundo
Pois lá é mais seguro
Escondidas, bandidas
Ficam no obscuro.
Cinquenta e tantos anos
Muitos amores, engano
Destas várias faces que construi
Lembranças, a se diluir.
*Poema feito em dupla com a Claudia Iris
inspirados por uma foto feita por Eli Macuxi.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Do hoje ao até quando?
Hoje sou o lixo
Sou o nicho
Que escorre pelo Rio Nilo
Amanhã eu sou carcaça
Sou a caça acabada
Que morreu na muralha
Ontem eu fui o pó
Do fundo do poço
Que ainda está só
Um dia serei estrela
Que brilha sozinha
Sem eira nem beira.
Sou o nicho
Que escorre pelo Rio Nilo
Amanhã eu sou carcaça
Sou a caça acabada
Que morreu na muralha
Ontem eu fui o pó
Do fundo do poço
Que ainda está só
Um dia serei estrela
Que brilha sozinha
Sem eira nem beira.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Coração de Atlas
Com a força de Atlas
Carrego um mundo em minhas costas
Um mundo de dor
Tristeza e sofrimento
Uma guerra desbravada
Dentro de um coração
Decaído e partido ao meio
Um mundo de barreiras,
Medos e receios
Pois nele se constroem e se destroem preceitos
Não há amor
Não há luz nesse coração
Só trevas que vem e que vão.
Carrego um mundo em minhas costas
Um mundo de dor
Tristeza e sofrimento
Uma guerra desbravada
Dentro de um coração
Decaído e partido ao meio
Um mundo de barreiras,
Medos e receios
Pois nele se constroem e se destroem preceitos
Não há amor
Não há luz nesse coração
Só trevas que vem e que vão.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Sanidade
O fio da sanidade mexe comigo
Tão adulto e tão menino
Perdido em um conto de Peter Pan às avessas
Vivendo uma vida de peleja
A criança tão insistente está sem lar
Deixando essa capa de adulto entrar
Com arranhões tão convincentes
Machucando coração e mente
Enquanto a sanidade bebe vinho comigo
Como se fosse um velho amigo
A loucura insiste em entrar
Como se aqui dentro fosse seu lugar
Mas a sanidade tão bela e amiga
Diz: fica calmo e não grita
E a loucura persiste ao gritar
Que aqui dentro ela tem lar.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Política Brasil
A cada voto perdido
Ouço o choro dos famintos
A cada grito de melhoria
Eu vejo a política morrendo em autofagia
Ouço protetores de monstros
Penso, qual é o risco de eu chegar nesse ponto?
E acreditar nestes falsos sonhos
Vejo tantas pessoas
No abismo da ilusão
Acreditando que o velho Brasil
Não tem jeito, meu irmão.
Mas eu não me canso de pensar
Um dia vai vir alguém
Vai merecer, vai fazer crescer
E o meu Brasil vai brilhar.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Mundo das Artes
Cada vez mais
Entro no mundo das artes
E cada vez mais me perco
Me perco em pinturas, desenhos, poemas
Me perco em histórias de amor e dilema.
Eu saio da vida e mudo a rotina
Jogando minha criatividade
Em um papel a parte
Sujo meus dedos de cores
Canto amores
E conto dores
Me envolvo em arte
Porque em parnaso
Um artista tem lugar dobrado.
Entro no mundo das artes
E cada vez mais me perco
Me perco em pinturas, desenhos, poemas
Me perco em histórias de amor e dilema.
Eu saio da vida e mudo a rotina
Jogando minha criatividade
Em um papel a parte
Sujo meus dedos de cores
Canto amores
E conto dores
Me envolvo em arte
Porque em parnaso
Um artista tem lugar dobrado.
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