Mostrando postagens com marcador Sanidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sanidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Guerra

Toda a ira que estava aqui
Explodiu!
E lá se foram vários cacos de mim

Rasgou quem tinha que rasgar
Incomodou a quem quisesse olhar
Houve outra explosão!

A guerra começou
Era caco pra todo lado
E eu jogando os fardos

Quanto mais eu gritava
Mais a perna tremia
O nervosismo me exaltava
E meu corpo urgia

Quando a briga cessou
Era destroço pra todo lado
E eu catando pedaço por pedaço

A vontade era de construir uma muralha
Mas com tantas falhas
Só consegui reconstruir

Minha sanidade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Rabiscos em Preto e Branco

A noite tinha tudo pra ser bela
Regada à aquarela
Tinha desde de histórias boas de ouvir
Até comédias para viver

Pórem, a terrivel sombra
Torna a bater
Mais uma vez, vejo
Escuridão chegando até mim
eu mais perto do fim.

Pego meu lápis
Rabisco retratos
E vejo o breu
Que senta ao meu lado

Escuto um som agudo
No fundo do meu âmago
São os destroços
E o sol, raiando.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sanidade

O fio da sanidade mexe comigo
Tão adulto e tão menino
Perdido em um conto de Peter Pan às avessas
Vivendo uma vida de peleja
 
A criança tão insistente está sem lar
Deixando essa capa de adulto entrar
Com arranhões tão convincentes
Machucando coração e mente
 
Enquanto a sanidade bebe vinho comigo
Como se fosse um velho amigo
A loucura insiste em entrar
Como se aqui dentro fosse seu lugar
 
Mas a sanidade tão bela e amiga
Diz: fica calmo e não grita
E a loucura persiste ao gritar
Que aqui dentro ela tem lar.