Com esses olhos de poesia
Me toque
Todos os gritos da alma transformo em poemas porque todos os poemas são gritos de mim.
Inspiração minha querida amiga
Não vá tão cedo
Logo no meio da minha poesia
Sei que estás com pressa
Mas não suma da minha rima
Ainda há algo que lhe interessa
Ainda existe uma alma lírica.
Então tá, você venceu
Agora só posso lhe dizer adeus
E aceitar,
Que esse poema,
nunca vai se ...
(Acabar)
Tantos gritos na multidão
Com a batida
Meu coração grita
E grita sem cessar
Pela sua lembrança
Pela lambança
Que tu fizestes na minha vida
Veio, me agorou
Me ludibriou
Me amou
E me deixou
Sem raça
Sem força
Sem pão
Sem coração.
Ei senhor destino
Sente-se aqui ao lado
Vamos conversar
Quem lhe dá o direito
De me jogar aos leões
E depois que eu venço
Você vir me matar?
Não me venha com desculpas
De infortúnios do senhor tempo
É você quem cria os meus lamentos.
Quando for rodar a vida
Não me jogue aos leões novamente
Me deixe latente
E mostre novas decepções
Eu sei que tudo isso é complicado
Mas o gasto do passado
Já não me cabe mais
Traga-me novas histórias
Com outras glórias
E veros infortúnios
Então meu caro destino,
Por aqui estamos conversados
Espero que a vida tenha novos atos
E outros infinitos.
Essa capa de fera
Que cobre o exterior
Não demonstra o horror
Que guardo nas entranhas
Nessa guerra travada
Entre eu e o herói
As minhas garras me cortam
Como um algoz
E nessa autofagia
Que corrói dentro de mim
Minhas sequelas querem
O fim.
Eu sou a lua
Branca alva e crua
Você é a sombra
A dor que me cobre
É essa energia errônea
Nas andanças que a vida faz
Você me cobre
Me eclipsa
Me eleva ao céu da morte
Com essa dor cravada
Eu sangro como a lua
Minha alma aos ragos
Mostra o risco vermelho
Que escorre pelos olhos
Nas tantas lembranças de nós dois
Eu só vejo o depois
Do meu coração
Coberto por sombra e dor
Coberto por você.